{"id":49,"date":"2016-04-03T20:07:42","date_gmt":"2016-04-03T23:07:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ssbb.ch\/?page_id=49"},"modified":"2016-04-03T20:19:48","modified_gmt":"2016-04-03T23:19:48","slug":"apresentacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ssbb.ch\/index.php\/a-saga-dos-suicos-no-brasil-4\/apresentacao\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-56 aligncenter\" src=\"http:\/\/ssbb.ch\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/capa.jpg\" alt=\"capa\" width=\"98\" height=\"128\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 450 anos, os primeiros su\u00ed\u00e7os chegaram ao Brasil. Os 14 mission\u00e1rios calvinistas que desembarcaram perto do Rio de Janeiro em 1557 a bordo de navios franceses, foram seguidos por milhares de outros compatriotas. Durante aproximadamente 250 anos, esta imigra\u00e7\u00e3o se caracterizou por seu car\u00e1ter eminentemente mission\u00e1rio: aos protestantes, seguiram-se tamb\u00e9m os cat\u00f3licos. Citemos como exemplo, o padre jesu\u00edta Alu\u00edzio Conrado Pfeil, que em 1685 tra\u00e7ou um mapa que, 200 anos mais tarde, desempenhou um papel importante durante as discuss\u00f5es sobre a determina\u00e7\u00e3o da fronteira ao longo do rio Oiapoque. Um outro su\u00ed\u00e7o, o c\u00e9lebre naturalista Em\u00edlio Augusto Goeldi, diretor do Museu Paraense em Bel\u00e9m entre 1894 e 1907 (museu este que ainda hoje leva seu nome), por sua vez, assumiu um importante papel na arbitragem do governo su\u00ed\u00e7o em 1\u00ba de dezembro de 1900. Essa media\u00e7\u00e3o foi solicitada pela Fran\u00e7a e pelo Brasil, as partes envolvidas no conflito fronteiri\u00e7o. Gra\u00e7as \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o de Pfeil e Goeldi, o Estado do Amap\u00e1 hoje \u00e9 brasileiro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destes dois su\u00ed\u00e7os que influenciaram o destino do Brasil, este livro relata a vida dos compatriotas que, durante o s\u00e9culo XIX, aqui se instalaram e escreveram algumas p\u00e1ginas da hist\u00f3ria do Brasil. No in\u00edcio, eram agricultores, artes\u00e3os, professores e eclesi\u00e1sticos, e mais tarde, empres\u00e1rios, cientistas e artistas que decidiram deixar a antiga p\u00e1tria para construir uma nova vida deste lado do Atl\u00e2ntico. A decis\u00e3o, no entanto, nem sempre foi volunt\u00e1ria, muitos fugiram da mis\u00e9ria: vi\u00favas, \u00f3rf\u00e3os e pobres faziam parte da lista dos primeiros imigrantes. Os que decidiram imigrar para o Brasil, fizeram-no porque a agricultura da Su\u00ed\u00e7a produzia pouco ou porque sofreram as conseq\u00fc\u00eancias sociais da industrializa\u00e7\u00e3o. Muitos foram pressionados pelas autoridades que n\u00e3o quiseram mais subvencion\u00e1-los. Alguns foram atra\u00eddos por agentes de recrutamento inescrupulosos e por falsas promessas. Outros &#8211; uma minoria &#8211; sonhavam simplesmente com uma r\u00e1pida ascens\u00e3o e uma vida melhor. Todos enfrentaram a longa e dif\u00edcil travessia rumo ao Brasil. Uns pereceram durante a viagem, antes mesmo de chegar \u00e0 terra prometida, outros sucumbiram logo ap\u00f3s a chegada em decorr\u00eancia da fadiga e das doen\u00e7as. Os sobreviventes descobriram um pa\u00eds fundamentalmente diferente de sua antiga p\u00e1tria. Os que pensavam que o sucesso econ\u00f4mico e a ascens\u00e3o social viriam automaticamente, decepcionaram-se. Muitos colonos, embora livres, viviam em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0s da escravid\u00e3o. Assim, a hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a no Brasil n\u00e3o seria lida somente como um relato de sucesso.<\/p>\n<p>Entretanto, muitos compatriotas felizmente conseguiram atingir uma relativa prosperidade neste pa\u00eds, apesar das circunst\u00e2ncias \u00e0s vezes adversas. Certamente, sem afinco, persist\u00eancia ou sorte, eles n\u00e3o teriam atingido tal progress\u00e3o social. A natureza brasileira, que \u00e0 primeira vista era t\u00e3o exuberante, tornou dif\u00edcil a tarefa de quem desejava dom\u00e1-la e dela tirar proveito. Assim, os primeiros colonos de Nova Friburgo encontraram enormes dificuldades em cultivar as terras cobertas de matas espessas e encharcadas por chuvas intensas. Precisaram de tempo para se adaptar \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es. Gra\u00e7as a inova\u00e7\u00f5es e muita perseveran\u00e7a, por exemplo, na cria\u00e7\u00e3o de gado e na fabrica\u00e7\u00e3o de queijo, conseguiram transformar a luta pela sobreviv\u00eancia dos primeiros anos em uma exist\u00eancia digna de um ser humano.<\/p>\n<p>Este livro \u00e9 dedicado a estes imigrantes e a seus descendentes que, ao longo do tempo, fincaram suas ra\u00edzes aqui. Ele relata a vida dos pioneiros de origem su\u00ed\u00e7a que, no s\u00e9culo XIX, criaram e dirigiram com\u00e9rcios ou se destacaram como fabricantes de cerveja, produtores de cacau e caf\u00e9 ou que aperfei\u00e7oaram a tecnologia para se obter a\u00e7\u00facar da cana. Outros su\u00ed\u00e7os ganharam renome na \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o profissional, ci\u00eancia e pesquisa. O SENAI, criado em 1942, teve como seu primeiro diretor do Departamento de S\u00e3o Paulo o su\u00ed\u00e7o Robert Mange, origin\u00e1rio do Cant\u00e3o de Vaud, formado pela Escola Polit\u00e9cnica de Zurich. Julius Meili, de Winterthur, \u00e9 considerado o pai da numism\u00e1tica brasileira, e um ornitologista su\u00ed\u00e7o conseguiu dar seu nome a algumas esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros nativos: o Papa-Lagarta-de-Euler (<em>coccyzus euleri<\/em>)<em>\u00a0<\/em>\u00e9 denominado segundo seu identificador Carlos Hieronymus Euler, de Basil\u00e9ia. Os imigrantes su\u00ed\u00e7os ou seus descendentes destacaram-se tamb\u00e9m como artistas: citemos o fot\u00f3grafo Wilhelm Gaensly, origin\u00e1rio do cant\u00e3o de Thurgau, ou o compositor Henrique Oswald, filho de um comerciante su\u00ed\u00e7o, natural de Neuch\u00e2tel.<\/p>\n<p>A presente obra nos conta a hist\u00f3ria destes imigrantes e de muitos outros. Ela trata de personalidades extraordin\u00e1rias e da vida dos pioneiros, mas tamb\u00e9m de homens e mulheres an\u00f4nimos que, sobretudo no s\u00e9culo XIX e at\u00e9 o fim da II Guerra Mundial, estabeleceram-se no Brasil, ajudando a moldar a diversidade da sociedade brasileira. Todos, de diferentes maneiras, contribu\u00edram para que o Brasil e a Su\u00ed\u00e7a tenham hoje la\u00e7os t\u00e3o estreitas e amicais.<\/p>\n<p>Rudolf Baerfuss<\/p>\n<p>Embaixador da Su\u00ed\u00e7a no Brasil, Agosto 2007<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 450 anos, os primeiros su\u00ed\u00e7os chegaram ao Brasil. Os 14 mission\u00e1rios calvinistas que desembarcaram perto do Rio de Janeiro em 1557 a bordo de navios franceses, foram seguidos por milhares de outros compatriotas. Durante aproximadamente 250 anos, esta imigra\u00e7\u00e3o se caracterizou por seu car\u00e1ter eminentemente mission\u00e1rio: aos protestantes, seguiram-se tamb\u00e9m os cat\u00f3licos. 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